Sindicato pautou o tema; Reitoria disse que se reuniu com diretores gerais e que elaborou um protocolo de segurança emergencial. Sindicato também cobrou publicação do Plano de Enfrentamento a Assédios e Discriminações aprovado no Consup.
IMPRENSA SINDSCOPE
O primeiro ponto tratado na reunião de representantes do Sindscope com a Reitoria foi a questão do protocolo de segurança para a comunidade escolar na instituição. A preocupação com o tema foi levantada pelo Sindicato, que pautou o assunto em decorrência do que ocorreu no início do mês no campus Maracanã do Cefet-RJ, onde duas servidoras foram assassinadas por um servidor.
“Queremos incluir esse tema na pauta diante do que ocorreu no Cefet e de problemas também aqui no Colégio”, disse David Coelho, que participou da reunião, realizada no dia 10 de dezembro de 2025, ao lado dos também dirigentes do Sindicato Leandro Martins e Suzanne Nunes. A reunião também tratou de outros pontos, como RSC e Dedicação Exclusiva, que serão relatados em outro texto.
Reitora do Colégio Pedro II, Ana Paula Giraux informou sobre uma reunião com os diretores gerais que tratou do tema. O encontro debateu a urgência de se dedicar mais atenção ao assunto e de preparar um protocolo com medidas de segurança na instituição.
“Foi elaborado um protocolo emergencial apenas para a gestão, por enquanto, trazendo o que você pode ou não fazer, encaminhamentos jurídico ou policial… E esse protocolo aponta para a construção de um manual mais amplo de segurança do Colégio Pedro II”, disse Ana Paula, observado que o material seria enviado provavelmente naquele dia às direções gerais dos campi.
A reitora também mencionou a necessidade de que esse manual geral contenha elaborações específicas para as particularidades de cada campi, por sua localização geográfica e características internas.
Tragédia no Cefet
Ana Paula disse ainda que o Colégio Pedro II está oferecendo ao Cefet solidariedade e apoio, inclusive com a equipe do Qualidade de Vida se disponibilizando para ajudar no que for necessário nesse momento difícil para a comunidade escolar.
A representação do Sindscope na reunião assinalou a importância dessa solidariedade, destacando que o Sindicato também está prestando apoio. “É uma tragédia que atingiu a todos nós e o Sindscope está junto com as entidades de trabalhadores do Cefet”, disse Leandro Martins.
Na manhã daquele dia, o Sindscope levou a sua solidariedade à comunidade do Cefet, no Maracanã, participando do ato “Basta de Feminicídio”, em homenagem às servidoras Allana e Layse, morta por um servidor que utilizou armamento obtido via CAC (Colecionador, Atirador/esportivo e Caçador) e sobre o qual havia denúncias de assédio sexual e moral.
Enfrentamento a assédios e discriminações
Na reunião, o Sindscope também cobrou da Reitoria a imediata publicação da resolução do Conselho Superior (Consup) que aprovou o Plano Setorial de Prevenção e Enfrentamento aos Assédios, às Discriminações, Racismo e Injúria Racial no âmbito do Colégio Pedro II (PSPE-CPII).
A reitora alegou que estava aguardando um retorno da procuradora da instituição, que ainda estaria analisando os materiais apresentados pelo Grupo de Trabalho que elaborou a proposta, aprovada em setembro no Consup.
“Fizemos a nota técnica, já exploramos tudo, já debatemos, prestamos todos os requisitos e sugestões que nos foram dadas para que a portaria seja publicada, queremos saber a posição da Reitoria pois precisamos que a portaria seja publicada”, disse Suzanne Nunes, que também integra o GT Mulheres do Sindscope e o Grupo de Trabalho instituído pela Reitoria para cuidar do assunto.
A servidora observou que há dados que indicam que dentro da administração pública federal, a área da educação concentra quase 50% das denúncias de assédio moral e sexual. “É muito urgente e precisa ser publicado com urgência”, disse.
Ana Paula disse que a procuradora estava analisando o caso, prometeu prioridade, mas não havia dado prazo para apresentar o retorno. Alegou que para a Reitoria é fundamental que isso seja encaminhado, tanto pela necessidade, quanto pelas exigências dos órgãos de controle. “Mas por ser uma exigência dos órgãos de controle precisa estar dentro do que nos é exigido, para que não seja inócuo”, disse.
A dirigente do Sindscope ressaltou que justamente por isso a proposta passou por todas essas etapas e, portanto, isso já estaria superado. “Precisamos que [a administração central] publique o quanto antes”, disse Suzanne. Os representantes do sindicato insistiram, assim, na necessidade de que o que foi aprovado pelo Consup seja publicado o quanto antes, para que uma decisão da instância máxima do Colégio Pedro II não acabe sendo desrespeitada.
Naquele mesmo dia, à tarde, a reunião do Consup aprovou uma resolução que reafirma a aprovação do PSPE-CPII e “determina providências para sua imediata publicação” e início do processo eleitoral para a Compa, a comissão de acolhimento criada a partir do plano de enfrentamento.
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