A declaração política de apoio foi dada no dia da paralisação por 24h no Colégio Pedro II; na mesma data, técnicos e técnicas da Uerj decidiram, em assembleia (foto) no campus Maracanã, entrar em greve a partir do dia 9 de abril, próxima quinta-feira. Docentes já estão parados desde o dia 25 de março.
IMPRENSA SINDSCOPE
A assembleia dos servidores e servidoras do Colégio Pedro II aprovou, por consenso, apoio político à luta e ao movimento grevista na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
Professores e professoras daquela instituição de ensino iniciaram a greve no dia 25 de março de 2026, já técnicos e técnicas decidiram também parar na assembleia realizada na quarta-feira (1).
O servidor Gabriel Tolstoy, da universidade do Estado, esteve na assembleia para solicitar o apoio. Disse que os técnicos e técnicas administrativas conseguiram a convocação da assembleia que iria deliberar sobre a greve por meio de um abaixo-assinado, entregue à direção do sindicato do setor (Sintuperj), com mais de mil assinaturas, cerca de 260 delas de sindicalizados, número estatutariamente necessário para convocar a assembleia. Docentes e técnicos da universidade integram ali bases sindicais específicas.
A assembleia dos técnicos na Uerj, com expressiva participação, realizada na tarde daquele mesmo dia no campus Maracanã, deliberou pela entrada em greve, a primeira dos últimos dez anos.
A assembleia do Sindscope que declarou apoio ao movimento paredista foi realizada no Teatro Mário Lago no mesmo dia, quando transcorria a paralisação nacional pelo cumprimento dos acordos de greve.
A mesa que coordenava a reunião abriu espaço para o servidor da Uerj se manifestar. Tolstoy disse que a moção de apoio fortalece a luta, num momento delicado e difícil na política que vem dominando o Palácio Laranjeiras.
Afirmou ainda que não faltam motivos para docentes e técnicos entrarem em greve na Uerj, face a insatisfação com o modo como o governador Cláudio Castro, agora fora do governo, tratou a universidade ao longo dos últimos anos.
Para exemplificar, disse que os salários de docentes da Uerj já foram o segundo melhor pagos nas universidades do país, atrás apenas da USP. Hoje, disse, é o segundo pior do Brasil.
Ao final, mencionou a luta dos trabalhadores e trabalhadoras terceirizadas, já objeto de declaração de apoio aprovada em assembleia anterior do Sindscope. Disse que esses trabalhadores enfrentam não só a precarização das relações de trabalho terceirizadas, como a falta de transparência nos contratos firmados pelo governo com as empresas. E destacou a importância do apoio a esta categoria tanto internamente, na Uerj, como por parte da sociedade civil.

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